Tecnologias emergentes no ensino: Demandas tecnológicas e aflições pedagógicas do professor


FONTE: https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/noticias/sobre-o-programa/artigo/2767/professores-o-desafio-da-educacao-em-meio-a-pandemia

Com a evolução das tecnologias nas últimas décadas, o acesso à informação tem se tornado cada vez mais rápido. Juntamente com a evolução tecnológica, surgiram novos desafios em todos os âmbitos da sociedade, inclusive no espaço escolar.

Por maior que tenha sido a resistência das instituições escolares em se adequar diante do processo de globalização e inserir as tecnologias em seus espaços administrativos e pedagógicos, a pressão das demandas sociais da atualidade superaram essa resistência, exigindo que a instituição escolar se adeque as atuais necessidades de modernização, utilizando as tecnologias como ferramentas de apoio e facilitadoras do processo educativo.

Além da necessidade de adaptação do ambiente escolar as novas demandas tecnológicas da atualidade, surgiu também a evidenciação da necessidade de conscientização dos indivíduos quanto a valorização e o respeito as diversidades humanas, no âmbito social, histórico, cultural.

Atualmente, as crianças têm maior domínio tecnológico do que os próprios professores e, isso os deixa inseguros quanto a sua profissão, quanto ao tempo em que ele vive. Não é fácil aderir a esta tecnologia quando tanto tempo se passou utilizando o método tradicional do quadro e do giz, da cartilha e dos métodos de silabação e outros, que por mais que não sejam os melhores, deram resultado.

FONTE: https://pt.vecteezy.com/arte-vetorial/2204158-dois-alunos-se-encontram-na-era-pandemia

Porque trocar minha maneira de trabalhar, que funciona, que estou adaptada, que tenho domínio, por uma que terei que aprender? O que precisará de tempo, que quando eu terminar de aprender de uma maneira já haverá outros programas novos e assim, estarei sempre imersa em um campo em que nunca terei domínio total?

São necessidades da sociedade que assustam os professores, que os desafiam e os intimidam. O processo de formação do professor para a utilização do computador em sala de aula não obterá resultados em curto prazo, assim como o entendimento desta ferramenta no meio educativo.

É necessário tempo e clareza para que se possam obter bons resultados nesta inserção tecnológica na escola. O computador é uma ferramenta complexa que a pouco tempo atrás poucas pessoas tinham acesso. A globalização deste aparelho é muito recente, por mais que o seu histórico seja de décadas atrás. O papel do computador é o de provocar mudanças pedagógicas profundas ao invés de "automatizar o ensino" ou preparar o aluno para ser capaz de trabalhar com o computador. Para isso é preciso a mudança da abordagem educacional: transformar uma educação centrada no ensino, na transmissão da informação, para uma educação em que o aluno pudesse realizar atividades através do computador e, assim, aprender.

Somente através das análises das experiências realizadas é que torna-se claro que a promoção dessas mudanças pedagógicas não depende simplesmente da instalação dos computadores nas escolas. É necessário repensar a questão da dimensão do espaço e do tempo da escola. A sala de aula deve deixar de ser o lugar das carteiras enfileiradas para se tornar um local em que professor e alunos podem realizar um trabalho diversificado em relação a conhecimento e interesse. O papel do professor deixa de ser o de "entregador" de informação para ser o de facilitador do processo de aprendizagem. O aluno deixa de ser passivo, de ser o receptáculo das informações para ser ativo aprendiz, construtor do seu conhecimento. Portanto, a ênfase da educação deixa de ser a memorização da informação transmitida pelo professor e passa a ser a construção do conhecimento realizada pelo aluno de maneira significativa sendo o professor o facilitador desse processo de construção.

As experiências de implantação da informática na escola têm mostrado que a formação de professores é fundamental e exige uma abordagem totalmente diferente. Primeiro, a implantação da informática na escola envolve muito mais do que prover o professor com conhecimento sobre computadores ou metodologias de como usar o computador na sua respectiva disciplina.

As novas possibilidades que os computadores oferecem como multimídia, comunicação via rede e a grande quantidade de software disponíveis hoje no mercado fazem com que essa formação tenha que ser mais profunda para que o professor possa entender e ser capaz de discernir entre as inúmeras possibilidades que se apresentam.

A evolução tecnológica ocorre de forma tão rápida que se torna desumano acompanhar todas elas. Enquanto aprendemos a utilizar uma ferramenta ou aplicativo, já surgiram vários outros mais aperfeiçoados. Para estar inserido neste mundo tecnológico é preciso tempo para estudar e aprender, praticar e aperfeiçoar a prática. Mas o tempo parece pouco quando se trata de tecnologia.

A sensação é de estar sempre ultrapassado, o aplicativo que aprendemos ontem já não é mais suficiente amanhã, o joguinho online que utilizamos ontem e que os alunos acharam legal, amanhã já é chato e cansativo. Além de estarmos em uma era tecnológica, estamos vivendo um período de descartáveis, onde tudo é consumível e, aparentemente, nada é suficiente.

Por estas e outras razões é que não se pode parar de estudar, de aprender. Não há tempo para comodismo. Professor tem que ser pesquisador e tem que estar em constante formação. 

            
FONTE: https://www.abrafi.org.br/index.php/site/noticiasnovo/ver/3458/educacao-superior

Referências Bibliográficas
https://claricemenezes.com.br/2017/03/20/professor-5-motivos-para-voce-ter-um-blog/

https://moran10.blogspot.com/

https://tecnologiaeducabrasil.blogspot.com/

https://ensinonaweb.wordpress.com/

VALENTE, José Armando & ALMEIDA, José de. Visão Analítica da Informática na Educação no Brasil: a questão da formação do professor. 1997.


Laís dos Santos Oliveira, Pedagoga, licenciada em Matemática. Especialista em Psicopedagogia, Orientação e Gestão Educacional, Educação Infantil e Ensino Fundamental. Mestranda em Tecnologias Emergentes em Educação pela Must University- Florida (USA).     

Comentários

  1. Parabéns!!!! 🥰👏🏻👏🏻👏🏻🥰

    ResponderExcluir
  2. Ei Laís, Parabéns!

    Bem legal o seu blog e bem escrito o texto!
    Gostei da reflexão sobre "período de descartáveis, onde tudo é consumível e, aparentemente, nada é suficiente." Me fez lembrar de "Fear of Missing Out", ou medo de estar perdendo algo, em português. Apesar do sintoma estar ligado às redes sociais, parece se aplicar perfeitamente aqui.
    Outro entendimento que Vc trouxe é que: estamos o tempo todo ressaltando o protagonismo do aluno, MAS, protagonista de verdade é o professor que no limite permite o protagonismo do aluno.

    Sucesso!
    Forte abraço. Demuner

    ResponderExcluir
  3. Ah, esqueci de deixar o meu blog, caso queira dar uma olhada: https://toeducators.blogspot.com/2022/01/aprendizado-hibrido-blended-learning.html
    Toda manifestação (comentário, crítica, sugestão) é muito bem-vinda.

    ResponderExcluir
  4. Parabéns!

    Seu blog contempla os critérios dessa atividade.

    Abraços

    ResponderExcluir

Postar um comentário